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Encontro inspirador com a joalheria artesanal

É muito comum guardarmos dentro de nós a paixão por alguma coisa, acreditando que seja algo difícil de ser conquistado. Inúmeras vezes, desistimos de um sonho por não reconhecer caminhos possíveis para realizá-lo, e só vamos nos dar conta disso depois que o tempo passou. O cotidiano vai nos deixando um tanto acostumados a fazer somente aquilo que é familiar e pouco nos estimula aos novos desafios. Ainda bem que existem momentos e pessoas que acabam sacudindo nossa vida, abrindo um mundo inteiro de novas oportunidades. E foi exatamente isso que aconteceu com a Marisa de Melo Ravasi.


Influenciada por sua avó, ela passou a admirar as joias e o brilho de suas pedras desde cedo. O que mais a deixava impactada eram as cores e a luz irradiada por cada gema. Uma beleza única, capaz de realçar a peça e valorizar ainda mais seu design. Então, Marisa sempre gostou de passear pelas joalherias e ficava namorando suas vitrines. Para ela, apenas apreciar as joias expostas já era uma grande satisfação, e nunca havia pensado em se aproximar desse universo de alguma outra forma.


Um dia, seu filho caçula contou que ele e a noiva haviam decidido fazer suas próprias alianças em uma vivência chamada Noivos Ourives®. Ela achou aquilo uma loucura, questionando se conseguiriam mesmo executar as peças, se a qualidade do ouro seria confiável… o filho e a nora não deram ouvidos e foram passar o sábado no Ateliê Labriola, felizes da vida.


Quando voltaram dessa experiência, Marisa ficou maravilhada pelo trabalho e, ao ver os registros feitos ao longo do processo, encantou-se por completo. Seus filhos, mais do que atentos à paixão não secreta da mãe, uniram-se em um "complô de afeto" e adquiriram o voucher Ourives por 1 Dia® para presenteá-la em seu aniversário. Descrédula das suas habilidades manuais, Marisa foi guardando o voucher na gaveta até que o filho tomou a iniciativa de agendar sua vivência.



Era só esse empurrãozinho que faltava para a Marisa mergulhar de vez no mundo da joalheria artesanal! Na mesma semana, ela entrou na Tiffany para dar uma paquerada nas joias e contou à vendedora que não iria comprar nada, pois estava prestes a iniciar um curso de ourivesaria e poderia fazer seus próprios adornos dali em diante.


Sua primeira peça foi um anel de cabochão com olho de tigre. O processo completo, desde a preparação da liga, a fundição do metal, o trabalho de cortar e soldar, até a etapa do acabamento, fez com que Marisa se sentisse realizada. Mais do que isso, ela associou o refinamento do metal a algumas passagens bíblicas e sentiu uma grande emoção, pois é bastante cristã.




Além do curso regular, Marisa participou de outros cursos também promovidos pelo Ateliê Labriola: Desenho de Joias, Forja, Precificação, Estilos de Joias, Desenvolvimento de Coleção, e produziu várias joias nos quatro anos que se seguiram, presenteando amigas e familiares com a sua arte. Algumas peças ela acabou vendendo, embora esse não tenha sido seu objetivo no início de tudo.




Assim que a escola reabriu as portas, após a pandemia, Marisa voltou a se reencontrar com a joalheria artesanal. Ela nos relatou que foi o melhor presente que recebeu dos filhos e da vida, pois não imaginava que um dia pudesse desenvolver tais habilidades. Para ela, as aulas promovem seu bem-estar, permitindo se desligar de tudo e se concentrar apenas na bancada. Em suas palavras: "Tenho idade avançada, algumas dificuldades, sou distraída, muitas vezes faço e desmancho, mas amo martelar, mexer com fogo... é uma arte terapêutica!" 



Nós concordamos com você, Marisa! A ourivesaria artesanal não é terapia, mas é terapêutica em vários sentidos, pois possibilita que as pessoas encontrem potenciais e dons nunca antes reconhecidos por elas. Por isso, gostamos de sempre reforçar: o Ateliê Labriola é muito mais do que uma escola de joalheria; somos um celeiro de talentos! E todos são muito bem-vindos ao nosso espaço criativo.


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